terça-feira, 5 de janeiro de 2016

1 ano sem Álcool

Olá, o meu nome é Catarina e não bebo álcool há 368 dias.
(Agora é a parte em que vocês dizem "Olá Catarina!")

Não, não sou alcóolica, mas quis fazer uma espécie de experiência social em 2015 e recusar bebidas alcoólicas a todo o custo.
 Contando um pouco da minha história com o álcool: Os primeiros golos foram aos 14 anos, as primeiras bebidas já no Secundário e só no primeiro ano da faculdade é que soube o que é estar bêbada. Já tentei gostar de cerveja, mas continua-me a saber a xixi e também não gosto de vinho tinto (que ainda é o mais saudável dentro das bebidas alcóolicas), portanto a minha adolescência foi mais à base de misturas de sumos com bebidas brancas. Desde que tirei a carta têm sido cada vez menos as noites em que consumo algo com álcool porque costumo sempre conduzir para casa.
 Porém, sempre me perguntei se teria curiosidade em experimentar ou beber se as pessoas à minha volta não o fizessem também.
 Depois de dia 1 de Janeiro de 2015, em que bebi licor de amêndoa amarga na festa da passagem de ano, pus à minha prova a minha capacidade de resistir à pressão social de beber bebidas alcóolicas.

O que eu descobri? Que para muita gente só é aceite que alguém não beba quando se sai à noite se for conduzir ou estiver a tomar medicação. E mesmo assim, mesmo assim... 
Tive uma amiga que quase ficou chateada por eu não beber álcool num jogo de uma festa, mas de resto toda a gente só estranhou a primeira vez quando eu disse que não bebia e depois aceitaram-no e já não contavam comigo para isso.

Se foi um grande sacrifício? Como sou gulosa e há umas bebidas que me sabem bem (Somersby e caipirinhas, esta é para vocês) às vezes custava um pouquinho quando via outras pessoas beberem, mas nada de mais.

O que eu aprendi com a experiência? Sim, grande parte de querermos beber álcool com amigos é para nos sentirmos intergrados no grupo. Tanto que se ninguém quiser beber (à séria) a não ser uma minoria, essas pessoas normalmente também não vão querer. Eu que me divirto e sou extrovertida quando sóbria, não achei nada as minhas noites e saídas com os amigos mais aborrecidas, pelo contrário.
 Por outro lado, começo a achar cada vez mais decadente pessoas que gastam rios e rios de dinheiro para se embriagar e manterem assim. É que aí já não podem dizer que é por gostarem da bebida X, é simplesmente degradante fazerem isso a eles próprios.

Se vou continuar? Sim. Este ano estive paralelamente a tentar tornar o meu estilo de vida mais saudável através de exercício físico e mudanças na alimentação. Tenho em atenção escolher alimentos com menos aditivos e açúcares, o que também se refletiu nas bebidas. Por isso para mim não fazia sentido beber água que só me faz bem durante o dia e depois à noite "envenenar-me".

Qual é a vossa experiência neste tema? 

Com amor,
A Marquesa

4 comentários:

Diogo Figueiredo disse...

10/10 very proud!
Mesmo assim estou à mais tempo sem beber eheh!

Your master;
<3

pequenasvontades disse...

Concordo totalmente com a tua análise, muitos de nós consome álcool apenas como elemento de integração e não porque realmente aprecia beber um copo. Os elementos de pressão serão sempre um problema.

Anónimo disse...

Nunca fui de beber (55 anos e nunca apanhei uma bebedeira), mas há 2, 3 anos bani completamente! Continuo a divertir-me, até pq também me considero bastante desinibida (já passei por ter bebido muito só porque conto anedotas, tenho humor e me rio às bandeiras despregadas), Contudo, vivo com um homem que não consegue deixar e não admite que tem um problema. Isso está a distanciar-me cada vez mais do pai dos meus filhos e sentir-me sozinha...

Catarina de Carabá disse...

Querida anónima, lamento imenso a sua situação.
A minha avó e as irmãs são todas anti-álcool porque a mãe delas morreu quando ainda eram pequenas por cirrose devido ao alcoolismo por isso sei o quão grave é esse problema.
Não sou a melhor pessoa para a aconselhar nesta matéria, mas penso que um médico que lhe diga que já começa a ter problemas e para abrandar o consumo ou uma conversa com um psicólogo pode ajudar.
Desejo-lhe mesmo que a situação melhore, beijinhos!