segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Yoga Camp

 Não sei se será um sinal de crescimento, mas ultimamente tenho procurado por aquilo que lembro fascinar-me em criança. Um desses fascínios desde que me conheço foi o Yoga. Lembro-me de ver praticantes desta modalidade na televisão, em séries e filmes e de querer saber fazer aquelas coisas. Mais do que fazer, queria viver aquela serenidade, flexibilidade e positividade que transmitiam.
 Na adolescência cheguei a pedir no Natal aos meus pais um livro de Yoga para matar um pouco a minha curiosidade.
Amigos, se acham difícil acompanhar uma rotina de exercício por um vídeo de Youtube é porque nunca o tentaram fazer por um livro tamanho A5. Para além do tamanho diminuto e imagens imóveis, têm também de ler o texto que acompanha para saber quando inspirar e expirar. Mas, sabe-se lá como, eu até consegui e percorri o livro de uma ponta à outra.
 No segundo ano de faculdade, vi que havia um centro de Yoga oficial a 10 minutos a pé de casa e fiz aulas de uma hora, duas vezes por semana durante 7 meses. A sala onde praticávamos era pequena, mas acolhedora e segura (importante numa modalidade com poses de cabeça para baixo), a nossa professora muito experiente, querida e paciente e o nosso grupo pequeno mas empenhado. Saía sempre com o espírito leve e a mente positiva daquelas aulas. A única parte a que não achava tanta piada eram aos cânticos e a parte mais religiosa (diferente de espiritual!) da coisa. Por outro lado, até hoje quando quero mandar força a alguém imagino a pessoa envolta numa aura violeta ou dourada.
 Desisti pois o horário era fixo, ao contrário do meu horário de terceiro ano da faculdade. (Reza a lenda que andar tão cansada que adormecia no Shavasana também não ajudou a causa).
 Por isso este Verão, estando 2 meses afastada do ginásio em Lisboa, decidi manter-me activa regressando ao Yoga. Como tinha parado a prática há 3 anos pesquisei canais de Youtube de Yoga para iniciados e quando vi a introdução ao Yoga Camp no canal "Yoga with Adriene" soube que tinha chegado ao sítio certo. (Falei sobre esta descoberta aqui).
 Acho que foi a experiência certa para o meu último Verão enquanto estudante. A Adriene foi-me acompanhando em dias sem nada para fazer, em dias com as pessoas que amo, no final de dias ocupados e também durante o estágio em Londres. 
 Estes 30 dias não se tratam apenas de vos deixar mais activos fisicamente, mas também mentalmente e espiritualmente. Entre rotinas e poses, a Adriene vai conversando convosco amigavelmente, como se já se conhecessem há anos. Vai introduzindo temas como amor-próprio, capacidade de auto-superação e gratidão enquanto explica os exercícios ou faz piadas e é isso que adoro nela. Há infinitas variações da prática de Yoga, desde a mais clássica até às mais fitness e nunca encontrei uma com que me identificasse tanto como a da Adriene. Não há cânticos espirituais, mas sentimos o nosso corpo a cantar enquanto nos expressamos através do movimento e não fala de auras, mas a cor que fica é a dos nossos olhos quando brilham de gratidão no final de um vídeo.
 Para além da flexibilidade e tonificação, de me fazer começar o dia mais revigorada ou ir dormir mais relaxada, a Adriene fez-me sentir muito mais confortável com o meu corpo e com quem sou. E isso é impagável.


Espero que tenham uma óptima semana!

Com amor,
A Marquesa

1 comentário:

Diogo Figueiredo disse...

Such yoga much gratidão!

Your master;
<3