terça-feira, 27 de junho de 2017

Sitting Waiting Eating - Jardim dos Sentidos

 O Jardim dos Sentidos é um restaurante vegetariano que até pessoas que não seguem essa dieta conhecem, o que é apenas um dos sinais de que realmente vale a pena.
 Fui com duas amigas por recomendação de uma delas que já lá tinha ido há uns anos atrás. Depois de uma subida íngreme a partir da Avenida da Liberdade e mais umas curvas e contracurvas com a ajuda do GPS, lá chegámos a este canto bastante discreto, perto da Praça da Alegria.
 Escolhemos o económico menu de almoço que incluía buffet livre e chá à disposição por 9€, mas se preferirem um sumo natural são apenas mais 2 ou 3€.
 A atmosfera zen sente-se instantaneamente ao chegarmos à sala onde se encontram algumas mesas e o buffet, mas foi ao ir para o exterior que me apaixonei. Tem decoração com alguma inspiração oriental e um lindo jardim em que conseguimos ver uma tenda e outros gabinetes de massagem. É daqueles sítios em que não me importava nada de passar uma tarde sentada no jardim, à conversa com um copo de chá gelado na mão.

Fotos da aplicação Zomato

 A verdadeira estrela, no entanto, é mesmo a comida. É raro o restaurante vegetariano em que goste de todos os pratos, até porque sou um pouco esquisita com o seitan, mas aqui não houve um único prato que não me desse vontade de repetir. Tem imensa variedade, desde saladas frias, leguminosas, pratos mais elaborados e outros mais reconfortantes. Tudo óptimo e divinamente temperado.

Uma das repetições
Já conheciam?


Tenham o resto de uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Chegueeei!

Não sei bem quando começou esta superstição, mas não gosto de espalhar que vou viajar.
Antes do tempo das redes sociais isto nem me passava pela cabeça. Quem acabava por saber era a família e os amigos com quem passava tempo no verão pois contava-lhes pessoalmente, mas agora basta abrir uma aplicação para saber onde andam as pessoas que conhecemos.
 Não acredito em mau-olhado nem nada do género, mas parece-me que atrair inveja antes de me pôr numa lata voadora e ir para um sítio estranho não é boa ideia. 
 Desta vez fui à Bélgica com o meu namorado matar saudades de uns amigos nossos que lá vivem e conhecer o patudo mais novo. Soube bem aproveitar o tempo com eles só na conversa, passeando os cães e vendo filmes, como se vivêssemos ali ao lado. 
 É difícil ter pessoas de quem gostamos tão longe, mas acho que só nos faz apreciar ainda mais os momentos em que estamos juntos.


Espero que tenham um óptimo fim de semana!

Com amor,
Catarina

sexta-feira, 16 de junho de 2017

O que eu tenho andado a fazer.

Já se passaram 3 meses desde que terminei o estágio.
Considero que as primeiras semanas serviram de descanso (embora tenha ficado doente uns dias), de reaproximação dos meus amigos e família que me viram muito fortuitamente durante o estágio, de acompanhar o meu cachorro doido e voltar a sentir calma nos meus dias.
 Após esse período comecei a tentar ir passar as minhas tardes à biblioteca, já que em casa sei que tenho demasiadas distrações. Digo tentei, porque mesmo assim raramente declino convites de quem merece o meu tempo. 
Se por vezes me sinto culpada, por não estar empenhada a 100% na escrita da tese, por outro sei perfeitamente que é incerto quando terei outra fase assim na minha vida. Uma fase de ser jovem, ter tempo, ter meios e poder escolher ir ao meu próprio passo. De tomar o pequeno-almoço enquanto vejo a minha série favorita do momento, de praticar yoga para depois ir tomar um duche fresquinho, ler enquanto espero que o creme seja absorvido pela pele, brincar e dar "papinhas" ao Bóris, inventar o meu almoço, ir para a biblioteca e então passar depois 4 horas a pensar e a trabalhar para o meu futuro. Regressar a casa sem pressas desfrutando da música enquanto estou no trânsito, falar sobre o meu dia com a minha mãe enquanto fazemos o jantar e o Bóris nos observa a ver se cai alguma coisa, jantar quando o pai chega e comentar as notícias, dar uma caminhada lá na aldeia com o nosso cão-urso e voltar para um chá enquanto vemos uma série. Falar ao telemóvel com o meu namorado para saber como correu o dia dele e planear quando e onde nos voltamos a ver. São dias de sonho.
 Entretanto, pelo menos duas colegas minhas já entregaram e defenderam a sua dissertação e vejo que o prazo se está a aproximar, embora pareça ainda estar a centenas de quilómetros de distância. Vou agora passar uns dias em casa de uns amigos meus e do meu namorado e vou aproveitar a pausa para voltar com mais determinação e dedicação. Até ao final de Julho quero muito enviar uma primeira versão da tese à minha orientadora. Vamos lá.


Tenham um bom fim-de-semana!

Com amor,
Catarina

domingo, 11 de junho de 2017

3 coisas que aprendi com o livro "Calm"

 Calma é um adjectivo que não constaria de uma descrição que fizesse sobre mim.
 Embora tenha momentos de paz e tranquilidade, quando existe pressão sobre mim toda a calma se esvai. Adoraria mudar isso e deixar de ser uma pessoa ansiosa em situações de stress.
 Por isso, comprei este livro de que já tinha ouvido falar vagamente quando me ofereceram um vale de uma livraria.
 Embora não seja o meu tipo de leitura favorita, gostei do formato do livro, que nos permitia andar para trás e para a frente, tinha ilustrações muito bonitas, um design bem-feito, uma escrita cativante e actividades para fazer e escrever nas próprias páginas.



 1. Enumerar 3 coisas pelas quais te sentes grata ao final do dia.
De tantas em tantas páginas, aparecia um "questionário" sobre quais os 3 pontos mais importantes do dia, 3 coisas pelas quais te sentias grata e 3 momentos em que te tinhas sentido em paz.
 Embora não o deixe por escrito, pensar em 3 coisas pelas quais estou grata por aquele dia quando já estou deitada na cama faz-me ir deitar com um sorriso na cara e ver o lado positivo do que se passou.

 2. A importância de me desligar.
 Não é novidade para ninguém que as tecnologias nos roubam sossego. Eu tenho noção de que consulto as minhas redes sociais mais do que devia e quero começar a limitar isso.
 Ultimamente tenho aproveitado para, em vez de ir logo para o telemóvel, levar um livro para ler comigo nos momentos de espera e, quando brinco o meu cão, não levo mais nada a não ser uma bola para não perder a nossa ligação pela tentação de o fotografar. (Embora haja momentos que merecem ser partilhados com o mundo).

 3. Dar uma oportunidade à meditação.
Pratico yoga há algum tempo e sei que normalmente vem acompanhado de meditação. Mas a verdade é que queria experimentar este "desligar dos pensamentos" por si só, já que tem uma lista enorme de benefícios.
Instalei a aplicação Calm e segui as aulas guiadas para iniciantes e devo dizer que é muito mais difícil do que imaginava. Num minuto estou a seguir a minha respiração mas 10 segundos depois já estou a pensar no filme que vi ontem ou numa conversa que tive há 2 anos atrás com uma amiga e lá se foi a meditação. Entretanto acabaram-se as 7 aulas grátis por isso desinstalei a aplicação e tenho-me guiado por vídeos de Youtube (recomendaram-me estes). A tradicional posição de pernas cruzadas deixava-me desconfortável por isso, aliado a umas dicas para combater a celulite, tenho meditado deitada na cama com as minhas pernas elevadas e encostadas à parede antes de ir dormir. Faz-me sentir relaxada mas ainda tenho que trabalhar na parte de afastar pensamentos da minha mente.


Tenham uma óptima (e calma) semana!

Com amor,
Catarina

terça-feira, 6 de junho de 2017

Cantinho Veterinário - A importância das coleiras (certas)

Foto: 366daysofbolacha
As coleiras muitas vezes são-nos vendidas como apenas um acessório para os nossos animais de estimação, mas são muito mais do que isso.
Para os gatos, por exemplo, as coleiras têm imenso que se lhe diga. Em primeiro lugar, muitas delas vendem-se com guizos. Sei que a intenção de saber onde está o vosso animal é boa, mas tentem imaginar o que era andarem o dia todo com uma sineta que vos soasse aos ouvidos com qualquer movimento que fizessem, ainda mais se forem um animal com o sentido auditivo mais apurado que os humanos. O vosso gatinho vai agradecer o alívio do silêncio. 
Outro perigo das coleiras em gatos com acesso ao exterior é que, caso fique presa em algum local alto, pode causar enforcamento. Felizmente já existem coleiras com um sistema anti-enforcamento que se abrem ao serem "puxadas".

Foto: Tail Wag

 Nos cães também se aplica a teoria dos guizos e, para além de uma coleira identificada, devem ter um peitoral para quando vão passear à rua. Isto porque, ao puxarem a trela, vão estar a fazer pressão na traqueia do cão (o que não é saudável) e impedi-lo de explorar o mundo da melhor maneira que um cão sabe fazê-lo: a cheirar.
O peitoral permite um melhor controlo e conforto do cão e, se o vosso cão for grande ou tiver tendência a puxar bastante, podem apostar num cuja trela se prenda na zona do peito ou de lado para, em vez de fazerem um duelo de força com o cão, usarem a própria força dele para o desequilibrar e virar na direcção certa.

Quando se trata de pinhas, é mesmo preciso um puxãozinho para o Bóris vir...
E, se o vosso animal usa coleira/ peitoral, aproveitem para gravar uma medalha de identificação com o vosso número de telefone para a colocar lá. Muita gente não sabe que deve levar um animal perdido a um veterinário para verificar o microchip e até caso o vosso gato não tenha, é uma maneira barata de ser mais fácil o vosso patudo regressar a casa caso se perca.


Espero ter-vos ajudado!

Com amor,
Catarina

domingo, 4 de junho de 2017

Biblioteca da Marquesa - A Rapariga de Antes

Este ano, felizmente, tenho tido mais tempo para ler. Estamos no 6º mês do ano e estou a iniciar-me no 8º livro de 2017.
 No meu aniversário recebi "A Rapariga de Antes", um thriller com óptimas críticas na contracapa.
 Embora não leia muito este género (sou principalmente uma miúda de Fantástico) fiquei curiosa.
 O livro fez-me lembrar muito "A Rapariga no Comboio", não só por ter sido dos únicos livros que já li do mesmo género, mas por também ser narrado alternativamente por duas mulheres em momentos diferentes.
 A mulher de "antes" é Emma, cujo assalto na antiga casa faz com que deixe de se sentir segura e decida mudar-se com o namorado Simon. A mulher de "depois" é Jane, uma mulher que acabou de sofrer a morte da sua bebé, o que acabou por afectar a sua vida profissional.
 O que estas personagens têm em comum é que, por motivos de segurança e económicos respectivamente, candidatam-se a uma casa com arquitectura deslumbrante e a tecnologia mais avançada. O problema é que o arquitecto, Edward Monkfort, tem uma lista interminável de regras sobre a maneira como se deve viver na casa. Isto se conseguirem ser aprovados num questionário cheio de perguntas íntimas e dilemas éticos primeiro.
 Na minha opinião, é um livro interessante e cuja parte thriller faz o seu efeito. Houve certas partes em que sentia que tinha de ler mais um pouquinho para não ir dormir com aquele nervosinho pelas teorias que se formavam na minha cabeça.
 Gostei da escrita, mas dispensava algumas cenas sexualmente explícitas pelo meio que nem percebi bem o que acrescentavam à história...
 Por último, gostei do final e das reviravoltas que a história deu. Pessoas veteranas de policiais (aposto que vai acontecer com a minha mãe) podem não se surpreender por não confiarem nos escritores, mas eu sou inocente neste tipo de histórias.


Já ouviram falar do livro? Gostam de thrillers ou preferem outros géneros literários?


Tenham uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Salvadorcite

 Desde que ouvi a música "Amar Pelos Dois" pela primeira vez (quando houve polémica ainda na escolha da música para o Festival da Canção e o Miguel Araújo a partilhou), fiquei curiosa com o dono daquela voz cuja interpretação da música nos emocionava sem sabermos como.
 Nos recomendados do Youtube apareceu-me a audição do Salvador Sobral dos Ídolos. Reconheci-o da única temporada que assisti (pronto, a meio das galas fartei-me e fiquei por aí) deste programa. Já referi que o nome que gostava de dar a um filho meu era Salvador (aqui) e, nunca tinha admitido a ninguém até recentemente ao meu namorado, que se deriva de nunca ter conhecido ninguém com esse nome (em Leiria os betinhos são Joões, Jozés, Henriques e Franciscos com um segundo nome) até ver aquele rapaz com um ar fofinho, com bom gosto musical e que tinha atitudes românticas para a sua namorada. Por isso na altura associei o nome bonito a uma boa pessoa e ficou na minha lista.
 Não era super fã ou apaixonada por ele, tanto que nunca segui o seu percurso, mas foi uma bela surpresa ver o quanto ele conseguiu progredir na sua carreira musical e como se tornou num performer único. Estive a assistir ao concerto dele que passou na RTP e parece continuar fofinho na interação com as pessoas (e, admito, charmoso e giro).
 Só sei que não me importava de receber o CD dele para ouvir no carro. *just saying*

Aqui fica uma das minhas músicas preferidas, em que dá voz ao poema Presságio de Fernando Pessoa.
(A música começa aos 3:21)


Para acabar, devo dizer que aproveitei esta nova panca para me tentar motivar para a minha lenta escrita da tese de mestrado.

Tenham o resto de uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Sobre a(s) Irlanda(s) - Malahide, Game of Thrones e Phoenix Park

Falei vagamente sobre ter feito uma viagem à Irlanda há quase dois meses atrás (aqui), mas a verdade é que não tenho muito para elaborar. A melhor parte foi ter ido na Game of Thrones Tours visitar alguns dos locais onde filmaram a série. Visitei também as principais atrações perto de casa dos meus tios, mas de Dublin vi pouco mais que o Zoo e o percurso do autocarro do City Sightseeing. O resto ficou reservado para o último dia, em que adoeci.
 Deixo-vos aqui as fotos e um link para um vídeo onde eu e o meu namorado falamos um bocadinho sobre a nossa viagem (sou muito camera shy, não se assustem).


quarta-feira, 17 de maio de 2017

3 idiotas

 Desde que vi o "Quem Quer ser Bilionário" no ano em que ganhou o Óscar (há quase 10 anos!) digo aos meus pais que adorava ver um filme tipicamente indiano de Bollywood. Com aqueles números de dança e música pelo meio, com o drama e com actrizes indianas tão bonitas que queremos ir a correr comprar um sari.
 Foi num sábado à noite que decidimos que o programa seria ir buscar comida chinesa e ver um filme em casa. Pelo top do IMDb começámos a descartar filmes até chegar ao "porque não?" num dos filmes indianos com a melhor classificação de sempre: "Três Idiotas".
O filme conta a história de Farhan, um rapaz cuja família queria que fosse engenheiro desde o dia que nasceu, embora a paixão dele seja fotografia de animais selvagens. Quando vai para a faculdade conhece Rancho, um rapaz que não se conforma com algumas tradições e regras de alunos mais velhos e professores. Ao contrário dos outros, Rancho gosta genuinamente de engenharia e leva Farhan e o seu colega de quarto Raju a ver o lado mais positivo e irreverente da vida.
Há romance, há drama, há números musicais mas o que teve de melhor foi fazer-me rir à gargalhada, sem ser com piadas óbvias e parvas como American Pie (desculpem-me os fãs, mas não aprecio muito esse género de humor). Não é uma obra-prima, mas tem uma boa história, dá-nos a conhecer mais sobre a cultura indiana e faz-nos pensar sobre os moldes da sociedade em que estamos inseridos.
Recomendo imenso e deixo-vos o meu número musical preferido. Lembrem-se: "All izz Well".


Com amor,
Catarina

segunda-feira, 15 de maio de 2017

24 anos e o meu fim-de-semana

Pela primeira vez, escrevo-vos já com 24 anos no corpo.
Este ano o meu aniversário não começou da melhor maneira. Já sei que quando a Queima das Fitas coincide vou ter duas ou três baixas no meu jantar de amigos e também sei que três das minhas pessoas mais queridas estão no estrangeiro, mas costumo conseguir juntar meia-dúzia e fazer uma celebração mais íntima. Este ano, para além do meu namorado, só podia vir uma amiga minha que à última hora ficou retida em Coimbra. Fui tomar café na 6ª com um amigo meu que não tinha disponibilidade para jantar e foi isso. Sei que ninguém fez de propósito para não estar na cidade naquele fim-de-semana mas a verdade é que me doeu imenso e trouxe aquelas inseguranças que costumam estar arrumadas no fundo da alma ao de cima.
Porém, não houve muito tempo para lamúrias porque na manhã seguinte fui fazer voluntariado para o Banco Solidário Animal. O meu namorado foi um amor e deixou-me inscrevê-lo também para não me aventurar sozinha e, fora as dores de costas, pernas e garganta que fiquei por falar da iniciativa e entregar panfletos às pessoas, valeu cada momento quando via os carrinhos a encherem-se com comida para os animais de associações, famílias carenciadas e sem-abrigos. 
Pela primeira vez na minha vida, confecionei alguns pratos para uma festa minha. A minha avó (aka Deusa da Cozinha) não tem experiência com comida vegetariana, por isso pus as mãos na massa (literalmente!) e fiz Folhados de Espinafres, Tofu e Cogumelos (receita do livro da Gabriela Oliveira) e Bolinhas de Grão e Cenoura (receita da Made by Choices). Com a mão-de-obra do meu Di e dicas de experiência da minha avó correu tudo bem e recebi elogios de vários membros da família.
O meu aniversário acabou da melhor forma, com a minha família a torcer pelos irmãos Sobral na Eurovisão e a pedir à família na Irlanda para votar (cuja minha tia nos chocou há um mês atrás dizendo não gostar da canção). A minha mãe e primas comentavam como nas suas infâncias era comum assistirem também em família a este concurso e como todo o país conhecia a música que os representava. Nunca tive o hábito de assistir à Eurovisão lá em casa e, em parte, penso que é por nunca ter tido orgulho na canção que nos representava. Para além da linda melodia, a interpretação do Salvador dá-nos a sensação de que nós próprios também estamos a sofrer de um amor não-correspondido tal é o nó da garganta que surge.
Sofri tanto enquanto anunciavam as pontuações. Esperava que ficássemos em 2º ou 3º lugar, mas a Europa surpreendeu-nos por conseguir emocionar-se com uma música cuja letra não compreendem. Fiquei mesmo feliz por eles.
Domingo foi dia de rever mais família, comer fatias dos bolos que restaram e passear com o meu Bóris que comemorou os 6 meses.

Como correu o vosso fim-de-semana?

Com amor,
Catarina

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Sitting Waiting Eating - Casanova

 Mesmo tendo passado toda a minha vida académica em Lisboa, sinto que não conheço nem 1/10 da cidade.
 Por isso, alguns dos tópicos de conversa que me deixam sempre feliz é a partilha de locais para visitar, paisagens para ver e restaurantes onde comer por quem já vive cá há mais tempo.
 Numa importante discussão sobre as melhores pizzas da cidade no estágio, houve um nome que quando veio à baila, todos os que conheciam concordaram ter a melhor pizza italiana lisboeta: Casanova.
 Num Sábado à noite decidi ir experimentar as famosas pizzas com o meu date de sempre. Chegámos a Santa Apolónia por volta das 21h da noite e, mesmo sendo hora de ponta, esperámos apenas 10 minutos pela mesa. Ainda tive algum receio sobre ser uma mesa no exterior, mas têm uns aquecedores que ajudam a afugentar o frio.
 Há imensa variedade de entradas, massa e pizzas mas decidimos ficar-nos apenas pelas estrelas da casa. 
 Foi-nos servida Acqua della casa e um Chá frio da casa que eu pedi. Para comer, uma Parmiggiana e uma Vegetariana (para lacto-vegetarianos há imensa variedade!) a fazerem-nos apaixonar por comida uma vez mais. Sabem aquela sensação de que já estão cheios mas mesmo assim cada garfada continua a saber muito melhor do que a potencial indisposição? Era assim tão boa.
 Para sobremesa pedimos uma panacotta de frutos vermelhos e um sorvete de limão, ambos deliciosos.
 Todo o atendimento foi muito atencioso e rápido para comida feita ali na hora, ainda mais para um dia em que o estabelecimento estava cheio. O preço, para mim, considerei justíssimo para a qualidade e tamanho das pizzas.
 Sobre a atmosfera posso dizer que, embora as fotos durante o dia façam inveja e a paisagem para o rio seja linda, de noite tem um encanto muito descontraído e romântico com as luzes e tudo mais. Tem ainda a vantagem de fechar apenas à uma e meia da manhã, sendo um bom spot para uma ceia deliciosa.




Já conheciam o espaço? Quais são as vossas pizzas favoritas de sempre?


Tenham um óptimo fim de semana!

Com amor,
Catarina

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Guia para Londres - Souvenirs

Para acabar a temática da cidade de Londres, deixo por curiosidade alguns dos souvenirs que trouxe comigo. Aqui faltam umas latinhas de chá "Keep Calm and Carry On" que ofereci ao meu pai, umas manteigas corporais da Marks & Spencer à minha mãe e uma t-shirt da Team Valor (Pokemon Go) ao meu irmão.


Em Camden perdi-me por uma promoção de 2 tops por 5£ e trouxe um referente a Game of Thrones e outro com os três Talismãs da Morte de Harry Potter.

Para o meu namorado trouxe a t-shirt do Han Solo (Star Wars) da loja de M&M's e a do Gengar  (Pokémon) também de Camden.

Da loja 9 e 3/4 de King's Cross trouxe esta sweatshirt com o brasão de Hogwarts (que mais tarde vi em versão praticamente igual e muito mais barata em Camden).

Na Boots comprei um batom de cieiro da EOS de mirtilos e um creme hidratante com proteção solar. (Falei do batom aqui.)


Na Cath Kidston comprei a minha agenda de 2017, que tem vista anual, mensal e semanal e muito espaço para tomar notas.

Algures na North Lane em Brighton entrei numa loja com utensílios de cozinha e mais umas quantas utilidades e encontrei este dispensador de fita-cola em forma de unicórnio que é a cara chapada da minha melhor amiga. Ela adorou!


Espero que tenham gostado destas publicações sobre Londres. Sei que, para mim, deu uma vontade imensa de lá voltar.


Com amor,
Catarina


Outras publicações sobre Londres: DicasWalk Like a LondonerBrightonCamdenCarnaval de Notting Hill, Greenwich/ St Paul's Cathedral/ London Tower

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Os podres dos senhores da fruta

 Há uma profissão que ganha muito ao se aproveitar das emoções das pessoas. Publicitários, escritores, actores, pintores, bailarinos, agentes funerários, jogadores de futebol? Também, mas não são os mais importantes. Hoje venho falar dos vendedores de fruta.
 Todos os anos sucede o mesmo fenómeno cá em casa. Chega a esta época do ano e começam a aparecer as nossas frutas da época favoritas. Nós já sabemos que aquela melancia vai saber a água ou que aquelas cerejas ainda vão estar amargas, mas as saudades são tantas que não há como não as trazer connosco. O pior é que a maioria das vezes até pagamos mais por fruta que daqui a um mês nem que nos pagássemos comeríamos. É o poder da nostalgia.
 Na verdade, nem sei se estas frutas, como a melancia, romã e cerejas, são realmente as que eu mais gosto, ou se estou é farta de comer sempre bananas, laranjas e maçãs. Como diz o ditado: fruto proibido (ou mais escasso sazonalmente) é o mais apetecido.


Espero que tenham uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

quarta-feira, 3 de maio de 2017

O estigma da Depressão

 Ontem fui ver os "Guardiões da Galáxia 2" ao cinema com o meu namorado e um amigo (está giro, mas o primeiro foi muuito melhor) e voltámos de táxi para casa. O taxista estava a ouvir uma entrevista na Renascença e brindou-nos com um "Então vocês jovens agora andam a matar-se por causa de um jogo?". Eu nestas situações infelizmente sei que, normalmente, o que quer que eu diga entra por um ouvido e sai pelo outro. Há um certo tipo de pessoas cujo meu sexo e idade fazem com que dêem a mesma credibilidade aos meus argumentos que às de um caracol.
 O meu namorado ainda lhe respondeu que não era o jogo que andava a matar ninguém saudável, eram jovens com depressão a quem os suicídios infelizmente aconteciam. Mas claro que o senhor nem lhe fez caso.
 Eu própria me confesso, até há poucos anos atrás não tinha sensibilidade quase nenhuma para doenças do foro psicológico. 
Ensinaram-nos como funciona o corpo humano. Quais os seus constituintes, para que servem, do que precisam para funcionar normalmente. Dão-nos exemplos do que acontece quando alguma coisa falha, ou quando falta até um simples composto. Temos aulas sobre educação sexual, sobre doenças sexualmente transmissíveis, álcool e drogas.
 Dos únicos contactos que tive na escola com doenças mentais foram sobre distúrbios alimentares e também cartazes de uma turma que escolheu a opcional de Psicologia no 12º ano em que expunha uma doença mental em cada ilustração.
 Na Universidade felizmente já era comum falar-se de depressão e ansiedade pois os próprios professores alertaram-nos para a elevada prevalência destes transtornos no ensino superior.
 É-me mais fácil compreender uma doença física, somática do que psicológica. Para além de não ter formação nessa área, parece não ser tudo tão dicotómico ou ter causa-efeito diretos. Embora tenham essas diferenças, não deixam de ser ambas doenças. Não deixam as duas de ter sintomas que devem ser examinados por pessoas qualificadas e tratadas. Uma pessoa não fica com pele amarela se não tiver problemas no fígado, assim como uma pessoa não pensa em auto-mutilar-se quando está mentalmente saudável, por muito forte que seja uma infuência de um jogo ou de uma série.
 A depressão então, aprendi que pode ser silenciosa. Pode passar por falta de vontade de querer sair da cama, ataques de choro, tristeza sem razão aparente ou alterações do apetite (podem ver mais aqui e aqui).

 Quando chegámos a casa o Di mostrou-me um vídeo de que já me tinha falado e no qual o Felipe Neto conta a sua experiência com a depressão, fala sobre o estigma contra as doenças mentais e ainda dá imensos conselhos e passos a seguir caso sofram deste problema. Não poderia recomendar mais a visualização do mesmo. 



E obrigada também à Ordem dos Psicólogos, que anda a trabalhar para que pessoas saudáveis da população geral, como eu, consigam ter alguma ideia sobre o que é ter uma doença mental.


Que tenham o resto de uma semana (genuinamente) feliz!

Com amor,
Catarina

sábado, 29 de abril de 2017

Dispersão

 Já é esperado que, ao longo da nossa vida, fiquemos cada vez mais afastados das pessoas que conhecemos. Desde deixar os amigos do básico quando escolhemos a escola secundária, deixar de ver tão frequentemente pessoas da família e vizinhança por estarmos cada vez mais ocupados, passar a maior parte da semana na cidade em que entrámos na faculdade e ver cada vez menos os amigos da cidade natal.
 Mas, pelo menos para mim, nunca se torna mais fácil. Se antes se tratava de uma questão de cidades, agora falamos de países diferentes. Se antes era uma, duas ou três pessoas, agora o número aproxima-se a passos largos da dezena.
 Não posso dizer que os perco, porque na verdade o contacto digital mantém-se e tenho direito a algumas visitas por ano. Mas perde-se a espontaneidade. Perde-se o "Estava a passar perto de tua casa, estás por aí?". Perdem-se as idas à praia quando acordamos e está um dia bonito, ou os cafés combinados à última da hora para contar as novidades. 
Que saudades.



Com amor,
Catarina

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Guia para Londres - Greenwich, Tower Bridge & St Paul's Cathedral

 Por proximidade ao hospital onde estava a estagiar, fiquei numa pequena localidade que ficava bem mais perto de Greenwich do que de Londres. A meio de uma conversa, a minha senhoria falou-me sobre ir até Greenwich e aproveitar para andar de barco até Londres pelo rio Tamisa, que era uma experiência bonita. Aceitei a sugestão e lá fui eu.
 A viagem de barco sucedeu no meu último dia de passeio, antes de voltar para Portugal. Foi o dia em que de seguida fui ao Carnaval de Notting Hill e acabei a tarde em Hyde Park.
 No dia anterior tinha ido ver algumas das famosas pontes por Londres e mais alguns marcos da cidade que me tinham escapado.
 Sei que da próxima vez (espero que haja!) que visite a capital inglesa, tentarei fazer um percurso até às pontes e depois a viagem até Greenwich (que parte de Westminster ou da London Bridge), pois com tanto deslumbramento esqueci-me de ir ver o local que assinala o meridiano...

O primeiro ponto de visita em Greenwich, foi o Greenwich Park. onde se encontra o Royal Observatory. Já foi um espaço de caça, mas actualmente é um parque onde se vê famílias e turistas a passear. É enooorme e, deslumbrada com a paisagem, deixei-me perder lá dentro enquanto absorvia aquela atmosfera pacífica e natural.


Sem ser a paisagem "natural" também existiam zonas, interditas a cães, com jardins bem estruturados cheios de flores e espécies de flora mais exóticas.
 Encantei-me por exemplo com os Rose Gardens das fotos abaixo.




Foi neste café acima, que comi qualquer coisa a meio da manhã. Lembro-me que o ambiente era acolhedor e super adorável.
 Saí do parque e dirigi-me sem pressas para o local de onde saem os barcos que fazem a ligação com Londres. Do pouco que vi, Greenwich tinha ruas bastante engraçadas e pequenos mercados por toda a parte com muita diversidade cultural.

Um dos locais em que podem sair do parque é London Bridge, que eu tinha visitado no dia anterior. Imponente, mas também bastante bonita e convidativa com os tons azuis e dourados.


A Millenial Bridge é uma das pontes mais recentes, mas que permite também uma óptima visão para as duas margens do rio Tamisa. 



 Perto dela têm a Catedral de St. Paul, à qual não consegui tirar uma fotografia decente tal é a sua enormidade. A cúpula é impressionante e os jardins à volta também são convidativos a comprar qualquer coisa perto e consumir enquanto se admira a catedral. Dos edifícios mais imponentes que já vi.




E com esta me despeço dos locais de Londres! Confesso que, embora goste de recordar os meus passeios, tornava-se cada vez mais difícil ter motivação para escrever sobre esta viagem de há 8 meses atrás. Mas mais vale tarde que nunca, certo?

Com amor,
Catarina


Outras publicações sobre Londres: DicasWalk Like a LondonerBrightonCamdenCarnaval de Notting Hill

sábado, 22 de abril de 2017

A hora B

No fim-de-semana da Páscoa tive o previlégio de ir com os meus pais e irmão conhecer Edimburgo, a capital da Escócia. Gostei imenso do local, do ambiente, das paisagens e espero vir dar-vos a conhecer melhor a minha experiência em publicações vindouras.
 Depois consegui estar uns dias com o meu namorado a matar saudades e conhecer a sua casa nova. Voltei para a "terra" e retomei a missão TESE.
 A minha rotina diária tem sido acordar, tomar o pequeno-almoço a ver Friends, fazer yoga ou o novo desafio da Blogilates, tomar banho, internet, brincar e dar o almoço ao Bóris, almoçar e ir para a biblioteca.
 Depois de uma tarde a dar no duro, a ter picos de motivação e desmotivação e farta de olhar para o ecrã do computador, só eu sei o que me sabe bem chegar a casa a uma hora do jantar. É a hora B, em que deixo as minhas responsabilidades de lado e só me preocupo em estar no nosso jardim a atirar bolas, a treinar truques e a esfregar a barriga do meu Bóris bebé. Que privilégio é ter recursos e tempo para amar um cão.


Desejo-vos um óptimo fim de semana!

Com amor,
Catarina

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Fresh Off The Boat


 Já há algum tempo que não andava tão obcecada por uma série como estou por Fresh Off the Boat.
 Tudo começou quando estava num serão com os meus pais a fazer zapping. Parámos na Fox Comedy e vimos que estava a dar uma série nova. Apanhámos o episódio a meio e acompanhámos até ao fim, tinha alguma piada. Fui às gravações automáticas do MEO ver a primeira parte do episódio e quando dei por mim já estava a ver todos os episódios que tinham sido transmitidos até ao momento. Apaixonei-me.
 É uma série muito leve, de comédia, em que acompanhamos uma família de americanos asiáticos desde o momento em que vão para uma nova cidade, onde não há uma chinatown como a que viviam anteriormente.
 A mãe, que é a minha personagem favorita, é muito ligada aos costumes e padrões de exigência chineses mas, embora não queira admitir, também gosta da cultura americana. O pai é o good guy lá de casa, que decidiu começar o seu próprio negócio. A personagem principal é o Eddie, o irmão mais velho, que adora hip-hop e diz ser alguém de raça negra preso num corpo asiático. Os irmãos mais novos, Emery e Evan, são tudo o que um "bom rapaz chinês" tem de ser, perfeitos, adoráveis e muito engraçados.
 Já estou a meio da segunda temporada e não consigo deixar de aconselhar a toda a gente esta série que me faz rir em cada episódio e cujas personagens adoro cada vez mais.


Já conheciam a série?


Tenham o resto de uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Calças e a minha Auto-estima

 Uma das coisas que percebi quando fui à nutricionista é que estive magra demais. Isto reflectiu-se não só na mentalização de que tenho uma imagem distorcida do que deve ser um corpo saudável na minha cabeça, mas também no meu guarda-roupa.
 Tinha uma percentagem demasiado baixa de gordura corporal para o que uma mulher saudável deve ter, mas como não o sabia, continuava a achar que era uma falsa magra porque não tenho uma barriga com abdominais à mostra, o meu rabo não é empinadinho, tenho celulite e as minhas coxas são o dobro das normais modelos de roupa. Para mim foi muito importante ter valores concretos à minha frente, porque a verdade é que todos temos corpos diferentes e um corpo saudável não obedece a um molde de fábrica.
 Tinha algumas calças no armário que me serviam apenas em algumas alturas. Quando eu estava "melhor" achava eu. Portanto quando atingi um peso mais aconselhável e deixaram de me servir doei-as.
 Havendo esta pequena lacuna no meu arsenal de calças, dirigi-me a um centro comercial curiosa com uma promoção da H&M no 2º par deste tipo de peça. Fiquei desmotivada porque não havia calças que me fizessem sentir confortável. Normalmente ou me apertavam as coxas e ficavam bem na cintura, ou então as pernas ficavam bem mas a cintura encontrava-se em órbita. Se me ficava bem nesses dois locais, era o rabo que ficava achatado e apertado.
 Já me tinha dado por derrotada quando a minha mãe me perguntou se não queria passar pela Tiffosi, até porque já tenho dois pares da loja. E o quão a minha auto-estima subiu naqueles provadores. Não sei se é por ser uma marca portuguesa, mas a verdade é que tem em maior consideração as curvas que muitas mulheres têm. Melhor, eu sou baixinha e o modelo de calças pelo tornozelo ficou na medida perfeita. Gostei de um modelo com um ligeiro push-up e antes que tivesse de voltar tão cedo às compras, levei-o em duas cores diferentes.
 Também não resisti a esta camisa, às riscas navais e com um corte que deixa os ombros descobertos. Tem a minha cara.
 As sabrinas foram-me oferecidas no Natal pela mamacita, mas o meu habitual 36 teve que ser devolvido para um 35. Chamem-me doida, mas mesmo com este calor estou à espera de uma ocasião especial para estreá-las.





Tenham o resto de uma óptima semana!

Com amor,
A Marquesa

domingo, 9 de abril de 2017

Então e como vai a tese?

Esta fase da minha académica é estranha. Durante 6 meses estagiei uma média de 9 horas por dia, 6 dias por semana, num ritmo acelerado sempre com tarefas para fazer no momento. Adorei a experiência e quando terminou de um momento para o outro foi muito estranho. De qualquer maneira, estava ocupada em repôr horas de sono, viajar para a Irlanda com o meu namorado e ver lá os meus tios, ter uma toxinfeção alimentar e rever os meus amigos. Só vos tenho a dizer que não me lembro da última vez que tive uma vida social tão activa. Como não tenho horários nem um sítio obrigatório para estar é muito mais fácil dizer que sim a toda a gente e fazer planos com as pessoas de quem gosto.
 Já a tese em si... segundo a minha orientadora está encaminhada, o que não deixa de ser verdade. Escolhi o meu tema, tenho os dados necessários dos casos que vi durante o estágio e já sei a estrutura da minha dissertação. Só falta pôr as mãos à obra. O que acontece é que sempre fui uma rapariga trabalhadora, mas cuja principal motivação são os prazos. Eu bem tento começar a fazer as coisas com antecedência, mas é depois aquela adrenalina, a frustração e exasperação dos momentos finais que me faz escrever como um poeta que encontra a sua musa. Estupidamente são esses trabalhos que escrevo com lágrimas e dores de barriga do stress que têm melhor classificação. Malditos.
 Portanto, embora vá tentar continuar a aproveitar as oportunidades para estar com as minhas pessoas, vou tentar impingir a mim mesma prazos. Ontem até já fiz esta imagem a seguir para os objectivos do próximo mês, que defini como fundo do ambiente de trabalho para causar alguma pressão. (Tenho que seguir os meus próprios conselhos).



Tenham uma boa semana!

Com amor,
Catarina

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Tempos Que Ser Umas P'ras Outras - Bandas de depilação facial (Veet vs Skino)

 Se há coisa que eu gosto nos meses de Inverno é poder ir menos frequentemente à esteticista. Nada contra as esteticistas, mas o facto é que arrancar a nossa camada de pelagem com cera não é a sensação mais agradável do mundo. Também não tenho nada contra pêlos, mas para mim são uma parte mais íntima de mim e não os quero andar a mostrar na rua. 
 Como não escondo a cara no inverno, continuo a querer tirar os pelinhos da zona do buço e manter as sobrancelhas on point (ou pelo menos afastar a "monocelha"). E é aí que as bandas de cera me permitem adiar a ida à esteticista.
 Sempre usei as da Veet, que agora até têm para peles sensíveis e são as que tenho adquirido. Bastava esfregar uma das bandas entre as minhas mãos, separar, usar no buço e na zona entre as sobrancelhas e voilá. Tem também toalhitas embebidas em óleo de amêndoa para retirar os restos de cera e hidratar as zonas irritadas.
 Porém, da última vez que fui ao supermercado decidi ver se a diferença de preço (quase um terço) das mais baratas se justificava. Trouxe então as bandas da marca Skino (marca branca do Pingo Doce).
 Têm um cheiro mais agradável que as da Veet, mas os pontos a favor (para além do preço) param por aí. Tive que gastar o dobro das bandas porque parecia não agarrar tão bem o pêlo depois de uma primeira utilização, ao contrário das da Veet que funcionam bem as duas ou três vezes que as utilizam. Na zona entre as sobrancelhas então, foi mesmo muito complicado e como tive que repetir mais vezes acabei por ficar com essa zona um pouquinho maltratada. As toalhitas embebidas em Aloe Vera também funcionaram bem.


Portanto, pelo menos a Skino para já vou pôr de parte. Têm mais alguma marca que me recomendem?


Tenham um bom fim de semana!

Com amor,
Catarina


domingo, 2 de abril de 2017

Guia para Londres - Carnaval de Notting Hill

No último fim-de-semana de Agosto (e o último que estive por Londres) ocorreu mais uma edição do "Notting Hill Carnival". É um evento anual, que celebra a cultura Africana-Caraíba em Inglaterra.
Só ouvi falar deste Carnival na sexta-feira anterior, por causa de dois veterinários estarem a conversar sobre os seus planos para o fim-de-semana. Não sabia bem o que esperar, mas fiquei curiosa e fui.


A única coisa semelhante ao nosso Carnaval é que existe uma parada, com algum pessoal vestido a rigor e música. O resto das pessoas vão vestidos com roupa normal, com um ou outro apontamento de cor em alguns casos, na maquilhagem ou em acessórios festivos. A saída de metro de Notting Hill estava fechada e tive que sair na paragem anterior, mas a multidão fez com que nem fosse necessário ligar o GPS ou pedir direcções. A zona de Notting Hill em si é uma zona cara de habitação e tem edifícios lindos, quase destoando do ambiente festivaleiro da multidão que passa.





Já a festa em si, é engraçada, tem música e comida caraíba com óptimo aspecto mas achei menos animado que o nosso carnaval, por exemplo. Pode ter sido por este povo ser menos recetivo e desinibido (a não ser já com litros de álcool em cima) que o português. Também penso que ir sozinha contribuiu por ter achado isso, visto que fui quase só quase para observar.


Outras publicações sobre Londres: Dicas, Walk Like a Londoner, Brighton, Camden

Tenham uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

quinta-feira, 30 de março de 2017

Não há mãe como a minha...

Imaginem a seguinte situação: Estudante finalista cuja única preocupação e trabalho neste momento é escrever a tese de mestrado. Acham que a progenitora dessa pessoa...

a) Passa a vida a perguntar se está a correr bem, se teve dias produtivos, se não prefere ir para um sítio mais calmo escrever?

b) Traz uns miminhos para casa para dar à filha, pois quer ajudá-la na sua demanda e premiá-la com reforço positivo pelo seu trabalho?

c) Pede à filha para ver os primeiros 3 episódios de Legion porque o resto do pessoal da casa já viu e quer que vejam todos juntos, para além de lhe enviar propostas tentadoras de irem às compras juntas?



Pois. Mas eu também não sou melhor porque ando com uma inércia e preguiça daquelas...

Desejo-vos o resto de uma óptima semana!

Com amor,
Catarina


quarta-feira, 29 de março de 2017

Saúde 24

Eu não sei se sou eu que tenho azar, se tenho um estômago sensível ou se a minha disciplina para comer coisas que não me sabem assim tão bem é na verdade um defeito, mas a verdade é que preciso das duas mãos se quiser-vos apontar o número de vezes que já tive uma toxinfeção alimentar.
 A semana passada fui à Irlanda com o meu namorado, visitar os meus tios e prima que moram perto de Dublin e passear um pouco. Uma espécie de prenda pelos 6 meses de estágio.
 Mas no penúltimo dia comecei com vómitos e febre e logo desconfiei de uma batata doce que tinha comido na noite anterior ao jantar.
 Fomos a uma clínica por lá, o médico examinou-me e receitou-me medicação. Nada de estranho.
O estranho foi no dia seguinte já em Portugal (ainda zonza e com alguns vómitos) eu reparar que... bem... o meu xixi parecia radioactivo com a cor laranja que tinha. Fui logo ler a bula dos medicamentos receitados e não era um efeito expectável de nenhum dos dois. Lembrei-me então da Saúde 24. A única vez que me lembrava de a termos usado foi na altura da Gripe A, em que o meu irmão ficou gripado e ligámos para tirar dúvidas. O sortudo tinha só uma contipação normal mas devido ao plano de contingência não o deixavam ir para a escola 5 dias. 5 dias que ficou a jogar computador por casa...
Continuando, liguei, fui atendida minutos depois por uma simpática enfermeira, expliquei a minha situação e a medicação que estava a tomar e ela, após confirmar com alguém superior, disse-me que poderia ser um caso de sobredosagem e lesão hepática e que o melhor seria dirigir-me para um centro de saúde. A melhor parte é que, como eu ainda estava por Lisboa e o meu centro de saúde é em Leiria, indicou-me logo onde eu me podia dirigir e em que horário. Chegando lá só tive que indicar que tinha vindo por parte da Saúde 24, que eles tinham lá o registo, fui atendida em cerca de meia-hora após ter chegado e fiquei isente da taxa moderadora.
 Realmente tinha sinais de danos hepáticos e bilirrubinuria porque o médico irlandês me indicou uma dose superior à recomendada, mas felizmente já fui repetir as análises e o meu fígado está fresco e fofo.
Isto tudo para elogiar este serviço do Sistema Nacional de Saúde, que tão bem me esclareceu e redireccionou para ser devidamente atendida e tratada. Um bem haja!


Com amor,
Catarina

segunda-feira, 27 de março de 2017

Como não desistir do ginásio logo nos primeiros meses

Já passou mais de 1 ano desde que me iniciei no mundo dos ginásios. A minha experiência pessoal é relativa, visto que este é o primeiro ginásio a que vou e consegui ter uma relação duradoura, mas é para isso que servem as relações falhadas das minhas amigas e pessoas que vou conhecendo. Com os seus ginásios, claro.

1º Passo: "Será o ginásio a modalidade certa para mim?"
A primeira coisa que têm de ter em conta quando pensam em inscrever-se num ginásio, é que não é a única maneira de pôrem a mexer o vosso corpitcho. Se se divertem muito mais em desportos de equipa, se a vossa vontade de sair de casa é nula ou se o vosso coração palpita por danças de salão pensem duas vezes. Pesquisem sobre campos desportivos na vossa zona, escolas de dança/yoga/pilates ou programas de treino online ou no Youtube antes de colocarem o ginásio como vossa única opção.

2º Passo: Localização
Pode ser o ginásio com as melhores condições do mundo, mas a verdade é que se ficar longe será muito mais difícil ter motivação para ir. O ideal é ser pertinho de vossa casa ou do sítio onde estudam/ trabalham. Assim é muito mais fácil criar uma rotina.

3º Passo: Modalidades
Dentro do mundo do ginásio há muitos sectores por onde escolher. Eu, por exemplo, gosto muito mais de ir a aulas e dentro dessas de Pilates ou musculação, por isso não escolheria um ginásio onde só existe a possibilidade de treinar em máquinas. Quanto maior a diversidade de actividades num ginásio, maior a dificuldade de se cansarem tão cedo (e de encontrarem "a tal" modalidade que vos entusiasma).

4º Passo: Compatibilidade de horários
Quase todos os ginásios têm um mapa de aulas online, o que é um bom factor a ter em conta quando estão a comparar locais. Se preferem ir de manhã mas eles só têm aulas à tarde, talvez a vossa relação não vá longe.

5º Passo: Feedback
Nada como perguntar aos vossos amigos, colegas de trabalho ou familiares qual a opinião quanto ao ginásio que frequentam ou se sabem de alguém que já tenha andado naquele sítio que vocês têm debaixo de olho. Já me aconteceu saber, por exemplo, que embora determinado ginásio tenha aulas marcadas no horário, raramente acontecem por falta de utilizadores.
Se não têm feedback, também não perdem nada em marcar uma visita para conhecer as instalações.

6º Passo: Experimentar
Agora que já estão no ginásio, não se inibam de usufruir de tudo o que tem para vos oferecer. Marcar a avaliação física e atribuição de um plano de treino, experimentar todas as máquinas (com a ajuda de um instrutor) e não dizer que não a nenhum tipo de aula. Aos poucos vão-se apercebendo do que gostam mais, criando rotinas e mudando-as depois consoante o vosso estado de espírito do dia. Naquele dia podem querer partir tudo e fazer uma aula de "Combat", como no outro quererem queimar calorias na bicicleta por terem enfardado croissants de chocolate como se não houvesse amanhã ou então fazer apenas uma aula de "Balance" por não terem energia para mais.

7º Passo: Inspiração
Instagrams, redes sociais, diário de actividade física ou até competição saudável com amigos, vale tudo! Parece fútil, mas quando estão naquele estado de "vai-não-vai" e a navegar pelas redes sociais, uma frase motivadora ou a foto de um amigo com uns abdominais de fazer inveja a uma tablete podem ser o pequeno empurrão necessário para saírem de casa! 
Eu também tinha um espaço na agenda (na vista mensal) onde escrevia o exercício físico que ia fazendo, para ter vontade de ter aquilo bonito e preenchido.

Espero ter-vos ajudado!

Com amor,
Catarina

sexta-feira, 17 de março de 2017

A Bela e o Monstro

 A expectativa era grande (até fiz um post sobre isso), a curiosidade estava aguçada, mas o medo de de que não fosse tão bom ou fosse apenas igual ao meu filme preferido da Disney também não me saía do espírito.
 Não queria esperar mais, por isso comprei bilhetes logo para o dia de estreia com o meu namorado.
 E que posso dizer? A-DO-REI!
 Embora tenha cenas que são iguais frame-by-frame ao filme de animação e deixas que nos são mais que familiares, conseguiu trazer algo essencial à história: profundidade das personagens.
 Não vou revelar nada, mas conseguimos ter uma contextualização, relações interpessoais e lógica que dão um ar mais adulto e realista (dentro do realismo de uma história com pratos que dançam) ao filme.
 Por outro lado, gostei de ver uma Disney mais actual e tolerante. Ver mulheres em cenas que no clássico só entravam personagens masculinas, ver mais diversidade tanto na cor de pele como na orientação sexual dos protagonistas.
 Por isso, se adoraram a Bela e o Monstro em miúdos aconselho vivamente (eu chorava sempre e neste ainda chorei mais). Se não achavam muita piada, também aconselho a ver esta versão mais madura.


Curiosos? Se já viram, o que acharam?


Tenham um óptimo fim de semana!

Com amor,
Catarina